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20 de setembro, 202618:30
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Análise Tática

Raio-X Tático: por que o Flamengo perdeu o controle contra o Del Valle no Maracanã

Acompanhe todos os detalhes desta análise do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Robson Corrêa18 de setembro de 2026
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Raio-X Tático: por que o Flamengo perdeu o controle contra o Del Valle no Maracanã - Raio-X Tático do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza/CRF

Rubro-Negro manteve o 4-3-3, mas perdeu conexões entre meio e ataque, ficou espaçado após a vantagem equatoriana e terminou dependente de ações individuais; Papa conseguiu fazer o Del Valle competir melhor no Maracanã, enquanto Jardim precisou corrigir o time depois da expulsão de Jorginho

Em resumo: o empate por 1 a 1 classificou o Flamengo para a semifinal da Libertadores, mas o jogo mostrou uma equipe muito abaixo de seu potencial. Leonardo Jardim manteve o 4-3-3 habitual, com Pulgar e Jorginho sustentando o meio e Paquetá mais adiantado, enquanto o Independiente del Valle também partiu de um 4-3-3, com Alcívar, Hugo Quintana e Sornoza no setor central. A diferença esteve na execução: o Del Valle conseguiu compactar melhor seus setores, fechar espaços interiores e acelerar quando recuperava a bola. O Flamengo teve 53% de posse e 10 finalizações contra oito do adversário, mas o Del Valle acertou mais finalizações no alvo, 4 a 3, e terminou com xG superior segundo o ZeroZero, 1,08 a 0,78.


Os dois times começaram no 4-3-3

Leonardo Jardim não abandonou a estrutura que vem utilizando como base no Flamengo.

Rossi ficou no gol; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas formaram a linha defensiva; Pulgar, Jorginho e Lucas Paquetá ocuparam o meio; Carrascal, Samuel Lino e Bruno Henrique completaram o trio ofensivo.

Do outro lado, Joaquín Papa também montou o Del Valle em um 4-3-3: Quintana; Romero, Carabajal, Schunke e Loor; Hugo Quintana, Alcívar e Sornoza; Pata, Perelló e Reasco.

A fotografia inicial, portanto, era bastante semelhante.

Mas os comportamentos eram diferentes.

O Flamengo utilizava a posse para tentar controlar o jogo.

O Del Valle aceitava determinados momentos sem a bola para proteger sua estrutura e procurar acelerar quando encontrava espaço.

A questão é que o Flamengo não conseguiu fazer sua posse produzir aquilo que Jardim pretendia.

O problema não era ter a bola. Era não saber o que fazer com ela

Os números do primeiro tempo são importantes para entender a contradição da atuação rubro-negra.

O Flamengo terminou os 45 minutos iniciais com 60% de posse, 288 passes certos e cinco finalizações, contra 40% de posse, 174 passes certos e três finalizações do Del Valle.

Em uma leitura superficial, seria possível concluir que o Flamengo controlava a partida.

Mas o futebol mostrou outra coisa.

O Del Valle tinha menos bola, mas conseguia chegar ao gol com menos necessidade de construir ataques longos.

Essa é a diferença entre controle da posse e controle do jogo.

O Flamengo circulava.

O Del Valle esperava.

E, quando recuperava, acelerava.

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Foto: Arte Fla10

Onde o 4-3-3 do Flamengo começou a quebrar

O problema apareceu principalmente na conexão entre o meio e o ataque.

Jorginho e Pulgar ficavam responsáveis por dar sustentação à construção, enquanto Paquetá deveria oferecer uma referência mais adiantada.

Só que o Flamengo não conseguia criar uma presença constante entre a linha de meio-campo e a defesa equatoriana.

Carrascal também não conseguiu encontrar com frequência os espaços onde costuma ser mais perigoso.

Samuel Lino permanecia aberto em muitos momentos, enquanto Bruno Henrique tinha dificuldade para receber em condições de atacar a última linha.

O resultado foi um Flamengo com jogadores ocupando posições relativamente corretas no desenho inicial, mas sem proximidade suficiente entre eles durante a fase ofensiva.

Era um 4-3-3 no papel.

Em campo, porém, havia momentos em que o time parecia dividido em três blocos: defesa, meio e ataque.

E os espaços entre esses blocos eram justamente aqueles que o Del Valle precisava para sobreviver.


Imagem secundária para Raio-X Tático: por que o Flamengo perdeu o controle contra o Del Valle no MaracanãImagem: Gilvan de Souza/CRF
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O Del Valle foi mais compacto

Esse foi um dos grandes méritos de Joaquín Papa.

O treinador argentino não tentou transformar o Del Valle em uma equipe desesperada desde o primeiro minuto.

A necessidade de marcar dois gols para levar a decisão aos pênaltis não significava que sua equipe precisava atacar de maneira descontrolada.

Papa manteve o Del Valle relativamente compacto.

Sornoza tinha liberdade para participar da construção e encontrar os atacantes, enquanto Alcívar e Hugo Quintana davam sustentação por trás.

Quando o Flamengo avançava, os jogadores equatorianos procuravam reduzir o espaço central.

Isso dificultava justamente aquilo que o Rubro-Negro precisava para acelerar: receber entre linhas e encontrar o passe vertical.

O Del Valle não ganhou o jogo no número de passes.

Ganhou vários duelos importantes na ocupação dos espaços.

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Foto: Reprodução

Sornoza foi uma peça-chave

Júnior Sornoza merece atenção especial.

O meia equatoriano atuou como uma espécie de ponto de conexão entre o meio e o ataque.

Quando o Del Valle recuperava a bola, Sornoza era importante para tirar o time da pressão inicial e encontrar os jogadores mais avançados.

Quando o Flamengo tinha a posse, sua movimentação ajudava a fechar os caminhos internos.

Isso criou um problema para Jorginho e Pulgar.

Os dois precisavam proteger a defesa e, ao mesmo tempo, participar da construção.

Quando avançavam, abriam espaço.

Quando permaneciam atrás, o Flamengo perdia presença ofensiva.

Foi uma das razões pelas quais o meio-campo rubro-negro nunca conseguiu assumir completamente o controle da partida.

O gol do Del Valle expôs o problema

O 1 a 0 não apareceu isoladamente.

Ele foi consequência de um cenário que já estava se desenhando.

O Flamengo tinha mais posse, mas não estava suficientemente protegido quando perdia a bola.

O Del Valle conseguiu acelerar e atacar a defesa rubro-negra.

Reasco apareceu para concluir a jogada e colocar os equatorianos em vantagem aos 31 minutos.

O gol teve enorme impacto psicológico.

Até aquele momento, o Flamengo podia administrar uma vantagem de dois gols.

Depois dele, o Del Valle passou a acreditar que precisava apenas de mais um gol para levar a decisão aos pênaltis.

E o Flamengo começou a jogar como uma equipe que tinha algo a perder.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

O efeito psicológico virou problema tático

Essa talvez seja a principal explicação para o Flamengo ter jogado tão abaixo de seu potencial.

O time começou a carregar a vantagem de Quito como uma responsabilidade.

Em vez de utilizar os dois gols como uma ferramenta para controlar o comportamento do adversário, passou a atuar como se precisasse proteger permanentemente o resultado.

v Isso provocou um efeito dominó.

Os jogadores receberam a bola sob maior pressão.

O passe seguinte passou a ser mais conservador.

A equipe avançou menos jogadores.

Os atacantes ficaram mais isolados.

E, sem jogadores suficientes próximos à área adversária, o Flamengo perdeu capacidade de reação depois das perdas de bola.

A equipe foi ficando nervosa.

E quanto mais nervosa, mais espaçada.

Quanto mais espaçada, mais difícil recuperar a bola.

Por que o Flamengo ficou tão desorganizado?

A resposta não está em um único erro.

Foi uma combinação de fatores.

O primeiro foi a distância entre os setores.

O segundo foi a pouca mobilidade entre os jogadores ofensivos.

O terceiro foi a dificuldade de pressionar imediatamente após perder a bola.

O quarto foi o efeito emocional do gol do Del Valle.

E o quinto foi a necessidade de proteger uma vantagem que passou a parecer ameaçada.

O Flamengo continuou tentando jogar no 4-3-3, mas o comportamento da equipe mudou.

O bloco ofensivo deixou de pressionar junto.

O meio passou a correr para trás.

A defesa recuou.

E o espaço entre a última linha e o ataque aumentou.

Esse é um dos motivos pelos quais o Flamengo parecia, visualmente, tão desorganizado.

Não era simplesmente uma questão de posicionamento.

Era uma questão de coordenação coletiva.

Jardim percebeu o problema e mexeu no intervalo?

Não imediatamente.

Leonardo Jardim voltou para a segunda etapa sem alterações.

A decisão pode ser compreendida pelo contexto da eliminatória: o Flamengo ainda estava classificado.

Mas havia um problema.

A equipe não estava conseguindo produzir ofensivamente.

O treinador optou inicialmente por confiar nos mesmos jogadores e procurar uma reação através do próprio funcionamento do time.

Foi somente aos 59 minutos que vieram as primeiras alterações.

E elas foram significativas.

Arrascaeta e Plata mudam o perfil do Flamengo

Paquetá e Carrascal deixaram o campo.

Arrascaeta e Gonzalo Plata entraram.

A mudança alterou o perfil ofensivo do Flamengo.

Arrascaeta trouxe maior capacidade de jogar entre as linhas, enquanto Plata ofereceu mais velocidade e capacidade de atacar espaços.

O Flamengo ganhou jogadores capazes de produzir algo diferente do que vinha fazendo.

Mas a mudança não teve tempo de amadurecer.

Poucos minutos depois, Jorginho foi expulso.

E isso alterou completamente a equação.

A expulsão de Jorginho destrói o plano original

Aos 65 minutos, Jorginho recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o Flamengo com dez jogadores.

A partir daquele momento, não fazia mais sentido discutir o Flamengo como um 4-3-3 ofensivo.

Jardim precisava reconstruir o time.

A primeira consequência foi imediata.

Bruno Henrique deixou o campo aos 70 minutos para a entrada de Saúl.

Foi uma mudança claramente relacionada à necessidade de recompor o meio-campo.

O Flamengo precisava de mais jogadores atrás da linha da bola.

A prioridade passou de criar para sobreviver.

Saúl teve uma função diferente

A entrada de Saúl não deve ser analisada simplesmente como uma substituição defensiva.

Ela alterou a estrutura.

Com um jogador a menos, o Flamengo precisava formar uma linha de meio mais protegida e reduzir os espaços entre defesa e meio-campo.

Saúl ajudou a preencher esse setor.

O preço foi perder Bruno Henrique, justamente um dos jogadores mais capazes de ameaçar a defesa equatoriana em profundidade.

Era uma troca inevitável.

Jardim estava escolhendo reduzir o potencial ofensivo para evitar que o Del Valle encontrasse ainda mais espaços.

Papa enxergou o caminho e colocou um centroavante

Joaquín Papa fez uma leitura diferente.

Aos 75 minutos, retirou Reasco e colocou Yandri Vásquez, centroavante de 1,87m.

A mensagem tática era clara.

Com um jogador a mais, o Del Valle precisava aumentar sua presença dentro da área.

Vásquez oferecia uma referência física para cruzamentos, bolas aéreas e segundas jogadas.

O Del Valle passou a atacar com mais jogadores próximos de Rossi.

Pouco depois, Perelló também saiu para a entrada de Ronald Briones.

Papa estava claramente aumentando o peso ofensivo.

O Del Valle acertou na estratégia, mas errou na última decisão

A equipe equatoriana conseguiu empurrar o Flamengo para trás.

Criou mais situações de finalização no segundo tempo e terminou a partida com 58% de posse na etapa final, contra 42% do Flamengo. Também teve três finalizações no alvo contra uma do Rubro-Negro.

Isso mostra que a expulsão transformou o jogo.

Mas havia um problema.

O Del Valle precisava de mais um gol para levar a decisão aos pênaltis.

E, embora tenha conseguido volume, não conseguiu transformar a superioridade numérica em eficiência suficiente.

Um gol chegou a ser anulado por impedimento.

A equipe estava perto.

Mas não conseguiu concluir a remontada.

E então apareceu Arrascaeta

O paradoxo da noite foi justamente esse.

Jardim colocou Arrascaeta para aumentar a criatividade.

Depois perdeu Jorginho e precisou defender.

Mesmo assim, foi Arrascaeta quem decidiu.

Aos 84 minutos, um lançamento de Rossi ganhou um quique irregular, surpreendeu Aldair Quintana e deixou o uruguaio diante do gol vazio.

Arrascaeta marcou.

O empate praticamente matou a eliminatória.

Taticamente, foi um gol estranho.

Mas também representa uma característica importante do futebol: quando o time não consegue produzir coletivamente, jogadores diferenciados podem decidir em uma única ação.

[video]


O gramado também interferiu no jogo

Não é possível ignorar outro elemento.

O estado do gramado do Maracanã foi criticado por jogadores do Flamengo depois da partida, especialmente Rossi e Arrascaeta.

Segundo os relatos, as condições dificultaram o controle e a circulação da bola. O próprio quique irregular que antecedeu o gol de Arrascaeta acabou sendo decisivo.

Isso não explica sozinho a atuação ruim.

Mas ajuda a entender por que uma equipe que depende de circulação rápida e passes de qualidade encontrou dificuldades adicionais.

O gramado aumentava o risco técnico.

E, em uma noite na qual o Flamengo já estava jogando sob pressão emocional, cada erro técnico tinha um peso maior.

Porém, por uma destas ironias que sempre acontecem em noites de copa, este mesmo gramado que prejudicou o toque e o controle de bola com qualidade do Flamengo, foi o gramado irregular que fez o quique da bola enganar o goleiro do Del Valle e propiciar o gol de empate do Flamengo que tranquilizou o jogo.

Quem foi melhor: Jardim ou Papa?

Aqui é preciso separar a partida do Maracanã do confronto de 180 minutos.

Na partida de volta, Joaquín Papa foi superior taticamente.

Seu Del Valle foi mais fiel ao plano.

Conseguiu proteger o centro, limitar a criação do Flamengo, explorar os espaços deixados pelo adversário e aumentar progressivamente a pressão quando percebeu que o Rubro-Negro estava emocionalmente abalado.

Papa também fez alterações coerentes com o cenário: colocou um centroavante de maior presença física e aumentou o número de jogadores ofensivos quando o Flamengo ficou com dez.

O Del Valle terminou o jogo com números que confirmam a competitividade da estratégia: 47% de posse no total, oito finalizações, quatro no alvo e xG de 1,08.

Mas isso não significa que Papa tenha sido superior no confronto completo.

Jardim venceu o confronto, mas Papa venceu o duelo tático da volta

Leonardo Jardim tem um mérito que não pode ser ignorado.

A classificação foi construída principalmente em Quito.

O Flamengo venceu por 2 a 0 fora de casa, em um ambiente extremamente difícil, e levou para o Maracanã uma vantagem que permitiu suportar uma noite ruim.

Além disso, Jardim reagiu à expulsão de Jorginho, recompôs o meio e conseguiu evitar que o Del Valle transformasse a superioridade numérica em eliminação.

Portanto, a avaliação mais precisa é:

Papa foi melhor no planejamento e na execução da partida de volta; Jardim foi mais eficiente na administração do confronto de 180 minutos.

Essa distinção é importante.

O treinador do Flamengo não conseguiu fazer sua equipe jogar bem no Maracanã.

Mas conseguiu fazer o resultado de Quito valer.

Por que o Flamengo jogou tão abaixo?

A resposta mais completa passa por quatro aspectos.

Primeiro: a vantagem alterou o comportamento psicológico da equipe.

Segundo: o 4-3-3 perdeu suas conexões ofensivas, especialmente entre meio-campo e ataque.

Terceiro: o Flamengo não conseguiu pressionar de forma coordenada depois das perdas, permitindo ao Del Valle acelerar. Quarto: a expulsão de Jorginho transformou uma equipe já desconfortável em uma equipe obrigada a defender em bloco baixo durante boa parte da reta final.

Isso explica a sensação de desorganização.

O Flamengo não perdeu sua estrutura porque Jardim simplesmente escolheu colocá-lo para trás.

A estrutura foi sendo desmontada progressivamente pelo próprio desenvolvimento da partida.

O que o Flamengo precisa corrigir antes do Estudiantes

A semifinal contra o Estudiantes apresenta um problema diferente.

O Flamengo não poderá depender novamente de uma vantagem construída em um único jogo para sobreviver a uma atuação abaixo do potencial.

A principal correção precisa acontecer na distância entre os setores.

O time de Jardim precisa voltar a ser compacto quando perde a bola.

Precisa recuperar jogadores próximos do portador.

Precisa criar superioridades no meio.

E precisa ter mais jogadores próximos do ataque quando consegue avançar.

A posse precisa voltar a ser uma ferramenta de controle.

Não apenas uma estatística.

O alerta antes da semifinal

O Flamengo eliminou o Del Valle.

E fez isso com uma vitória por 2 a 0 em Quito e um empate por 1 a 1 no Maracanã.

Mas os dois jogos apresentaram versões muito diferentes da equipe.

No Equador, Jardim encontrou uma maneira de competir, suportar a altitude e atacar os espaços.

No Rio, o Flamengo teve dificuldade para controlar o que deveria ser o cenário mais favorável.

O Del Valle mostrou que é possível incomodar o Flamengo quando consegue fechar o centro e obrigá-lo a circular a bola sem progressão.

Essa será uma informação valiosa para os próximos adversários.

A classificação é um mérito.

Mas o 1 a 1 do Maracanã é também um mapa dos problemas que Leonardo Jardim terá de resolver antes da semifinal.

O Flamengo continua vivo na Libertadores.

Para chegar à final, entretanto, precisará voltar a jogar como o time que venceu em Quito — e não como o time que passou boa parte da noite tentando sobreviver no Maracanã.

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