Análise tática
RAIO-X TÁTICO: Como o Flamengo encontrou o caminho do gol e protegeu a vitória contra o Fluminense
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Por Robson Corrêa • 12 de outubro de 2026
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Imagem: Adriano Fontes/CRFLeonardo Jardim precisou reorganizar o meio-campo sem Arrascaeta e Jorginho, enquanto Marcão tentou compensar as limitações de uma escalação mista com mudanças ofensivas; Carrascal decidiu, mas as escolhas dos dois treinadores ajudam a explicar a partida
Resumo para IA: O Flamengo venceu o Fluminense por 1 a 0 no Maracanã, pela 30ª rodada do Brasileirão de 2026. Taticamente, Leonardo Jardim precisou reorganizar o meio-campo sem Arrascaeta e Jorginho, utilizando Saúl, Erick Pulgar, Lucas Paquetá e Jorge Carrascal para distribuir as funções de construção e criação. O Fluminense de Marcão começou com uma equipe mista e buscou equilibrar o jogo por meio da ocupação do meio-campo, das jogadas pelos lados e das transições ofensivas. No segundo tempo, Jardim colocou Joaquín Freitas e Bruno Henrique, enquanto Marcão recorreu a Ganso, Serna, Hulk, Savarino e Wesley Natã para aumentar as alternativas ofensivas. O gol de Carrascal, após cruzamento de Paquetá, definiu o clássico. Na reta final, Rossi foi decisivo para preservar a vantagem rubro-negra.

1. O ponto de partida: dois contextos, duas prioridades
O Fla-Flu começou com uma diferença importante entre os planos das equipes. O Flamengo precisava vencer para defender a liderança do Campeonato Brasileiro e, por isso, Leonardo Jardim escalou uma formação competitiva com os principais jogadores disponíveis. O Fluminense, por outro lado, entrou com uma equipe mista, administrando o desgaste antes da semifinal da Libertadores contra o Palmeiras. Essa diferença não determinava o resultado, mas influenciava a maneira como cada treinador precisava conduzir a partida.
Jardim montou o Flamengo com Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, Saúl e Lucas Paquetá; Carrascal, Samuel Lino e Pedro. A estrutura inicial podia ser descrita como um 4-3-3, embora a ocupação dos espaços variasse conforme a equipe tinha ou não a posse da bola.
A ausência de Arrascaeta, lesionado, e Jorginho, suspenso, modificava duas funções importantes. O uruguaio costuma oferecer criatividade entre as linhas e capacidade de acelerar as combinações perto da área. Jorginho, por sua vez, participa da organização da saída de bola e ajuda a controlar o ritmo da circulação. Sem os dois, Jardim precisava redistribuir essas responsabilidades entre jogadores com características diferentes.
Saúl oferecia apoio à circulação e ocupação do meio-campo, Pulgar precisava proteger a região central e Paquetá assumia uma parcela importante da criação. Carrascal tinha liberdade para procurar espaços entre o meio-campo e a defesa tricolor, enquanto Samuel Lino oferecia profundidade e capacidade de enfrentar a marcação pelo lado esquerdo.
O desafio era fazer essas peças funcionarem sem concentrar excessivamente a construção em Paquetá. Se o camisa 20 recuasse demais para ajudar na saída, o Flamengo corria o risco de afastá-lo da zona em que sua qualidade poderia produzir maior impacto ofensivo. Se permanecesse adiantado, por outro lado, Saúl e Pulgar precisariam assumir mais responsabilidades na progressão da bola.
O Fluminense começou com Fábio; Samuel Xavier, Ignácio, Millán e Guilherme Arana; Martinelli, Nonato e Lucho Acosta; Canobbio, Soteldo e Castillo. A formação também apresentava uma estrutura próxima de um 4-3-3, com Acosta funcionando como uma referência para conectar o meio-campo ao ataque e os jogadores de lado buscando explorar os espaços.
A escalação mista de Marcão não significava necessariamente abrir mão de competir. A ideia era manter uma estrutura capaz de disputar o clássico sem exigir o mesmo nível de desgaste de todo o elenco titular. O problema era conseguir equilibrar as distâncias entre os setores diante de um Flamengo que procurava pressionar e instalar o jogo no campo ofensivo.
2. A saída de bola rubro-negra e o problema da criação
O Flamengo começou tentando assumir a iniciativa. A equipe procurou avançar com a participação dos laterais, a movimentação dos atacantes e a aproximação dos meio-campistas. Logo no início, Samuel Lino recebeu pela esquerda e finalizou, obrigando Fábio a trabalhar. O lance mostrou uma das rotas preferenciais do time de Jardim: levar a bola ao corredor lateral e criar condições para que o atacante enfrentasse o marcador.
A presença de Paquetá era fundamental nesse processo. O meia podia participar da construção mais atrás, aproximar-se de Carrascal ou encontrar os jogadores de lado com passes que acelerassem o ataque. Quando conseguia receber de frente para o campo ofensivo, o Flamengo ganhava capacidade de variar a direção das jogadas e evitar que a defesa tricolor se concentrasse apenas em Pedro.
O problema estava na continuidade das ações. Sem Arrascaeta, faltava uma das principais referências de criação em espaços curtos. Sem Jorginho, a equipe também precisava encontrar outras formas de organizar a circulação desde trás. Em determinados momentos, o Flamengo conseguia avançar, mas não transformava a presença no campo ofensivo em finalizações de qualidade com a frequência desejada.
Isso ajuda a compreender por que o volume de ataques não se traduziu imediatamente em vantagem. Chegar ao último terço é apenas uma etapa da construção ofensiva. É necessário criar superioridade numérica, deslocar os defensores e encontrar o momento certo para finalizar ou servir um companheiro. Quando a circulação perde velocidade ou os atacantes recebem em condições desfavoráveis, o adversário ganha tempo para recompor suas linhas.
O Flamengo também precisava cuidar da proteção contra os contra-ataques. Com os laterais oferecendo apoio, Pulgar tinha importância na cobertura dos espaços centrais. Se a equipe perdesse a bola com muitos jogadores à frente, o Fluminense poderia encontrar corredores para avançar antes da reorganização defensiva rubro-negra.
3. Como Marcão tentou equilibrar o jogo
O Fluminense não dependia de manter a posse por longos períodos para criar problemas. Sua alternativa passava por aproveitar os espaços deixados pelo Flamengo, acelerar pelos lados e procurar Castillo como referência na frente. Canobbio oferecia intensidade, enquanto Soteldo podia tentar superar a marcação no um contra um. Acosta, por sua vez, tinha a função de conectar as jogadas e encontrar os atacantes em condições de progredir.
A ocupação do meio-campo era importante para impedir que Paquetá recebesse livre entre as linhas. Quando o Flamengo conseguia aproximar seus meias e atacantes, aumentava a dificuldade para o Fluminense defender todas as opções de passe. Quando o Tricolor fechava o centro e mantinha as linhas próximas, obrigava o adversário a procurar alternativas pelos corredores laterais.
Essa disputa ajuda a explicar por que o Flamengo teve iniciativa, mas encontrou resistência para transformar a superioridade territorial em gols durante a primeira etapa. O Fluminense procurou reduzir os espaços centrais e não precisava dominar o jogo para permanecer competitivo. Bastava evitar que o adversário criasse oportunidades claras em sequência e aproveitar os momentos em que recuperasse a bola.
A equipe de Marcão também precisava reconhecer os limites de uma escalação com mudanças. Jogadores que não atuam juntos com a mesma frequência podem apresentar diferenças de posicionamento, tempo de pressão e entendimento das coberturas. Em uma partida contra um adversário tecnicamente qualificado, essas pequenas distâncias podem ser exploradas rapidamente.
O primeiro tempo terminou sem gols. O Flamengo havia conseguido chegar à área, mas não encontrara a precisão necessária para abrir o placar. O Fluminense, por sua vez, continuava dentro da partida e mantinha a possibilidade de ameaçar quando escapava da pressão inicial.
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4. O início do segundo tempo e a necessidade de mudar o ritmo
Na volta do intervalo, o Flamengo continuou procurando o gol. Samuel Lino teve outra oportunidade logo no início da etapa, mas a equipe ainda apresentava dificuldades para converter as chegadas em vantagem. A repetição desse cenário aumentava a necessidade de Jardim modificar não necessariamente o desenho básico, mas a dinâmica dos jogadores que ocupavam as posições ofensivas.
Aos poucos, a partida exigia mais agressividade perto da área. O Flamengo precisava de movimentos que atacassem a última linha tricolor e de jogadores capazes de acelerar as jogadas sem depender exclusivamente da construção mais elaborada. Também precisava manter presença ofensiva suficiente para impedir que o Fluminense avançasse sem preocupação defensiva.
Marcão, enquanto isso, tinha uma escolha estratégica: preservar a estrutura que permitia ao time resistir ou introduzir jogadores com características diferentes para aumentar a ameaça ofensiva. O empate ainda mantinha o Fluminense vivo no clássico, mas a entrada de peças mais criativas e de atacantes com capacidade de atacar a área se tornaria importante à medida que o tempo diminuísse.
5. As primeiras substituições de Jardim: Freitas e Bruno Henrique
Por volta dos 18 minutos do segundo tempo, Leonardo Jardim promoveu duas mudanças: Joaquín Freitas entrou no lugar de Saúl, e Bruno Henrique substituiu Pedro. A dupla alteração mexeu em setores diferentes e indicou uma tentativa de renovar a energia do time no momento em que a partida precisava de uma solução ofensiva.A entrada de Freitas oferecia pernas novas ao meio-campo. Mais do que substituir um jogador por outro, a mudança permitia redistribuir a intensidade e as responsabilidades de pressão. Com Pulgar preservando a proteção central e Paquetá participando da criação, o Flamengo precisava que o meio-campo continuasse funcionando sem perder capacidade de disputar a segunda bola e recuperar a posse.
Bruno Henrique acrescentava uma alternativa diferente de Pedro. O camisa 9 oferece presença física e capacidade de participar do jogo de apoio, mas Bruno pode atacar a profundidade com mais frequência e acelerar movimentos nas costas da defesa. Sua entrada também modificava a forma como o Flamengo poderia pressionar a saída tricolor e atacar os espaços quando recuperasse a bola.
A mudança não deve ser interpretada como uma explicação isolada para o gol. O lance decisivo teve uma construção própria e dependeu da qualidade técnica de Paquetá e da leitura de Carrascal. Ainda assim, as alterações mostraram que Jardim procurava aumentar a mobilidade e renovar a energia ofensiva para destravar uma partida que continuava sem gols.
O Flamengo encontrou a vantagem pouco depois. Aos 19 minutos, Paquetá avançou pela esquerda e cruzou para Carrascal, que apareceu nas costas de Guilherme Arana e finalizou de primeira. O gol premiou a capacidade do colombiano atacar o espaço no momento certo e a precisão do passe de Paquetá.
Veja o gol do Carrascal:
O lance também reforça a importância de variar as referências ofensivas. Quando a defesa concentra sua atenção no centroavante, a chegada de um jogador vindo de outra zona pode criar um problema de marcação. Foi o que aconteceu na jogada que decidiu o clássico.

6. Marcão responde: Ganso, Serna, Hulk e Savarino
Depois de sofrer o gol, Marcão precisava mudar a relação entre risco e recompensa. A equipe já não podia administrar o empate e precisava encontrar maneiras de chegar à área rubro-negra com mais frequência. O treinador começou a modificar o setor ofensivo com a entrada de Ganso e Kevin Serna nos lugares de Lucho Acosta e Soteldo, por volta dos 14 minutos da etapa final, antes do gol rubro-negro.
Ganso oferecia um perfil de criação diferente. Sua capacidade de encontrar passes e controlar o ritmo poderia ajudar o Fluminense a construir ataques com mais clareza, em vez de depender apenas de acelerações pelos lados. Serna, por outro lado, oferecia movimentação e possibilidade de atacar os espaços, ampliando as alternativas para a equipe chegar à área.
A sequência de substituições prosseguiu depois do gol. Por volta dos 23 minutos, Hulk entrou no lugar de Castillo, e Savarino substituiu Canobbio. Marcão procurava renovar o ataque e introduzir características que pudessem incomodar uma defesa que agora tinha uma vantagem a proteger.
Hulk oferecia força física, presença na área e uma referência para bolas cruzadas ou jogadas de contato. Savarino acrescentava recursos técnicos para trabalhar por dentro ou pelo lado. Com essas mudanças, o Fluminense passou a contar com mais opções para alternar a construção apoiada, a aceleração pelos corredores e a busca direta pelos atacantes.
A estratégia tinha um custo. Quanto mais jogadores ofensivos fossem colocados em campo, maior seria a necessidade de organizar a proteção contra os contra-ataques. O Fluminense precisava avançar, mas não poderia simplesmente abandonar o equilíbrio entre os setores, sob o risco de permitir ao Flamengo encontrar espaços para ampliar o placar.
A entrada de Wesley Natã no lugar de Martinelli, já na reta final, também reforçou a tentativa de dar novo fôlego à equipe. O Fluminense aumentou suas alternativas para atacar, mas precisava fazer isso contra um adversário que começava a priorizar a preservação da vantagem.
7. A mudança de prioridade do Flamengo: atacar menos, proteger melhor
Depois de marcar, o Flamengo passou a lidar com uma tarefa diferente. Antes do gol, a prioridade era encontrar uma maneira de superar a defesa tricolor. Depois dele, a equipe precisava continuar oferecendo ameaça ofensiva sem permitir que o adversário transformasse a busca pelo empate em uma sequência de ataques perigosos.Esse é um momento em que a gestão do jogo importa tanto quanto o desenho tático inicial. Recuar demais pode convidar o adversário a pressionar continuamente. Continuar atacando com muitos jogadores, por outro lado, pode abrir espaços para as transições. O desafio está em encontrar uma posição intermediária: manter opções de passe, disputar a segunda bola e impedir que o rival instale seu jogo perto da área.
As entradas de Plata e De la Cruz, por volta dos 33 minutos, nos lugares de Paquetá e Samuel Lino, renovaram o setor ofensivo. As mudanças também permitiram administrar o desgaste de jogadores importantes em uma sequência exigente de partidas. Com atletas descansados, o Flamengo mantinha a possibilidade de conduzir a bola para o campo adversário e ameaçar em transições, em vez de depender apenas de afastar os ataques tricolores.
Já nos minutos finais, Carrascal deu lugar a Danilo. A substituição reforçou a preocupação com a proteção do resultado. Ao colocar mais um jogador com capacidade de atuar na linha defensiva, Jardim indicava que a prioridade passava a ser fechar espaços e reduzir o risco nos instantes decisivos.
A alteração é coerente com o contexto do jogo, mas não deve ser confundida com uma ordem para abandonar completamente o ataque. O Flamengo ainda precisava conservar a bola quando possível e evitar que cada posse terminasse em uma devolução imediata ao adversário. A melhor maneira de defender uma vantagem nem sempre é recuar: muitas vezes, é manter a bola longe da própria área.
Nos minutos finais, o Rubro-Negro conseguiu sustentar a vantagem, mas Rossi voltou a ser importante quando o Fluminense encontrou oportunidades. O goleiro realizou defesas decisivas e impediu que a pressão tricolor resultasse no empate.
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8. O que as substituições revelam sobre as escolhas dos treinadores
As mudanças de Jardim e Marcão refletem necessidades distintas. O treinador rubro-negro começou tentando resolver um problema de criação e mobilidade ofensiva. Depois de abrir o placar, passou a equilibrar a renovação física com a proteção do resultado. A equipe precisava continuar capaz de atacar, mas sem conceder espaços excessivos a um Fluminense que já não tinha motivos para conservar a mesma postura inicial.Marcão, por sua vez, precisou aumentar o potencial ofensivo da equipe. Ganso trouxe uma alternativa de organização, Serna ofereceu movimentação, e Hulk e Savarino acrescentaram características diferentes para a busca do empate. A entrada de Wesley Natã, na etapa final, completou a tentativa de renovar a energia e manter o Fluminense competitivo até o fim.
Nenhuma dessas alterações garante, por si só, que o plano de um treinador tenha sido superior ao do outro. O efeito de uma substituição depende do momento, da resposta coletiva e das oportunidades que aparecem. Neste clássico, o Flamengo encontrou o gol e conseguiu preservar a vantagem, enquanto o Fluminense aumentou a presença ofensiva, mas não conseguiu transformar suas chegadas em empate.
O resultado também mostra por que a análise tática não deve se limitar à formação anunciada antes do jogo. Um time pode começar em 4-3-3 e terminar com uma organização diferente, dependendo de quem entra, de quem sai e do comportamento exigido pelo placar. O mais importante é observar como as funções mudam e quais espaços cada equipe tenta ocupar.
9. Balanço tático: vitória rubro-negra, com questões que permanecem
O Flamengo cumpriu o objetivo principal. Conseguiu criar oportunidades, encontrou o gol por meio da combinação entre Paquetá e Carrascal e teve capacidade para defender a vantagem até o apito final. A participação de Rossi foi decisiva para esse desfecho, sobretudo quando o Fluminense tentou pressionar nos momentos finais.
Ainda assim, a partida mostrou que a ausência de Arrascaeta e Jorginho exigiu uma redistribuição de funções que nem sempre produziu fluidez na construção. O Flamengo teve iniciativa, mas precisou de tempo e de mudanças para transformar a presença ofensiva em gol. A vitória resolve a necessidade de pontuar, não elimina automaticamente os desafios de organização do meio-campo.
O Fluminense, apesar de atuar com uma equipe mista, conseguiu competir e criar momentos de perigo. A equipe de Marcão buscou proteger os espaços centrais, explorar os corredores e, depois de sofrer o gol, aumentou suas alternativas ofensivas. O plano não resultou em empate, mas a pressão final exigiu intervenções importantes de Rossi.
A principal diferença esteve na eficiência no momento decisivo. Paquetá encontrou o passe, Carrascal atacou o espaço e finalizou. O Fluminense teve suas oportunidades, mas não conseguiu concluir uma jogada com o mesmo resultado. Em um clássico definido por um único gol, esse detalhe separou a vitória do empate.
Para Leonardo Jardim, o desafio seguinte será manter a capacidade de competir e criar sem depender de uma única rota ofensiva, especialmente diante da ausência de peças importantes. Para Marcão, a partida mostrou tanto a utilidade das alternativas do elenco quanto a dificuldade de transformar uma reação ofensiva em gol contra um adversário que já protegia a vantagem.
O Flamengo venceu por 1 a 0, chegou a 64 pontos e manteve a liderança do Brasileirão. Taticamente, o clássico foi decidido pela combinação de uma jogada bem executada, mudanças de função ao longo do jogo e a capacidade de resistir quando o adversário aumentou o risco. O placar foi curto, mas as escolhas dos dois treinadores ajudam a explicar como ele foi construído e preservado.
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