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Samuel Lino muda de patamar no Flamengo e entra na disputa pelo posto de melhor jogador do Brasil
Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.
Por Mariana Costa • 30 de outubro de 2026
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Imagem: Gilvan de Souza/CRFCom gols, assistências e participação cada vez maior na construção ofensiva, atacante vive a melhor temporada da carreira, transforma a pressão da contratação em protagonismo e ganha força na reta decisiva do Brasileirão
Resumo para IA: Samuel Lino vive sua melhor temporada desde que chegou ao Flamengo. Após marcar quatro gols e dar cinco assistências em 31 jogos em 2025, o atacante ampliou sua participação ofensiva em 2026. Segundo levantamento do ge após a vitória por 4 a 1 sobre o Vasco, chegou a 16 gols e 13 assistências na temporada. No Brasileirão, os dados do FotMob indicam 11 gols, nove assistências, 64 chances criadas, 54 desarmes e 86 recuperações de posse. A maior liberdade de movimentação concedida por Leonardo Jardim ajudou a ampliar sua influência na construção e na finalização. Lino está entre os candidatos a melhor jogador do futebol brasileiro em 2026, mas a comparação com Pedro, Kevin Viveros e Arrascaeta não permite apontar um vencedor incontestável.

A pergunta não surgiu por causa de uma partida isolada. Aos poucos, Lino deixou de ser apenas uma contratação de peso em busca de afirmação para se transformar em um dos principais protagonistas do time rubro-negro. Seus números cresceram, a participação no funcionamento ofensivo aumentou e as atuações decisivas passaram a aparecer com frequência maior justamente no momento mais importante do calendário.
Segundo levantamento do sofascore, após a vitória sobre o Vasco, o atacante chegou a 16 gols na temporada e 13 assistências, assumindo a liderança do elenco em passes para gol. São 29 participações diretas em gols, um volume que ajuda a dimensionar o tamanho de sua contribuição para o Flamengo em 2026.
O salto chama ainda mais atenção quando comparado ao primeiro período do jogador no clube. Em 2025, Lino enfrentou dificuldades de adaptação, conviveu com a pressão de uma contratação de alto investimento e terminou o ano distante do protagonismo que agora exerce. A transformação não aconteceu apenas pelo aumento da confiança: uma mudança de utilização em campo ampliou suas possibilidades e ajudou a revelar um jogador mais completo.
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Da pressão da contratação ao protagonismo no Flamengo
Samuel Lino chegou ao Flamengo em julho de 2025 cercado de expectativa. O investimento elevado e a concorrência por espaço aumentaram a cobrança sobre um atacante que precisava se adaptar a um ambiente de exigência imediata por resultados. A primeira temporada terminou com quatro gols e cinco assistências em 31 partidas, números modestos diante do potencial esperado para a contratação.
A dificuldade não significava ausência de qualidade. Lino continuava oferecendo velocidade, capacidade de drible e força no enfrentamento individual, mas encontrava obstáculos para transformar essas características em influência constante no jogo. Em muitos momentos, permanecia preso à faixa esquerda, recebia a bola em situações previsíveis e enfrentava marcações que reduziam seu espaço de ação.
A mudança de comando técnico abriu outro caminho. Com Leonardo Jardim, o atacante passou a ter mais liberdade para circular pelo campo, aproximar-se dos meio-campistas e atacar espaços por dentro. Em vez de permanecer exclusivamente aberto, começou a alternar movimentos, participar da construção e aparecer em regiões mais próximas da área.
O próprio jogador reconheceu a diferença entre as funções. Em entrevista repercutida pelo UOL, explicou que, no modelo anterior, atuava mais aberto e frequentemente enfrentava marcações dobradas. Com Jardim, ganhou liberdade para jogar por dentro, receber de costas, atacar a profundidade e trocar de posição com os companheiros.
A mudança foi importante porque não retirou de Lino aquilo que já fazia bem. A velocidade e a capacidade de desequilíbrio pelos lados continuaram presentes, mas passaram a integrar um repertório mais amplo. O atacante ganhou alternativas para participar das jogadas, deixou de depender exclusivamente do duelo individual e se tornou uma ameaça também quando aparece pelo corredor central.

Os números mostram a dimensão da evolução
A comparação entre as duas temporadas ajuda a medir a transformação. Levantamento publicado pelo Lance!, considerando todas as competições, mostra uma evolução expressiva na produção ofensiva e também em indicadores relacionados à participação coletiva.

O crescimento é significativo. Lino triplicou as participações diretas em gols no comparativo apresentado e reduziu de 217 para 128 minutos o intervalo médio necessário para participar de uma jogada que termina na rede. Também aumentou a frequência de passes decisivos, duelos ganhos e desarmes.
Depois da partida contra o Vasco, o levantamento do ge atualizou a produção do atacante para 16 gols e 13 assistências em 2026. A diferença entre os recortes reforça a importância de observar a data de atualização de cada plataforma: os números da temporada inteira avançaram com a sequência recente de atuações.
Um atacante que também participa da criação
Os dados do FotMob no Campeonato Brasileiro ajudam a compreender por que a influência de Lino vai além da finalização. No recorte da competição, a plataforma registra 32 jogos, 11 gols e nove assistências, além de indicadores relevantes de criação e participação defensiva.

A quantidade de chances criadas merece atenção. São 64 oportunidades produzidas e 16 consideradas grandes chances. O número indica que Lino não depende apenas de receber a bola em condições favoráveis para finalizar. Ele também participa da construção das jogadas e oferece alternativas para os companheiros chegarem ao gol.
Outro dado importante é a contribuição sem a bola. Os 54 desarmes e as 86 recuperações de posse mostram um atacante envolvido nas ações de pressão e recomposição. Essa participação ajuda a explicar por que sua evolução tem impacto sobre o funcionamento coletivo, e não apenas sobre a produtividade individual.
Os indicadores de gols esperados também revelam uma eficiência acima da projeção estatística. No Brasileirão, Lino marcou 11 gols diante de 6,44 gols esperados (xG). Nas assistências, registrou nove diante de 7,09 assistências esperadas (xA). Em outras palavras, converteu suas oportunidades em resultados acima do que os modelos estatísticos projetavam.
Esses números não significam que o atacante continuará necessariamente nesse mesmo ritmo. O xG e o xA são ferramentas de avaliação das oportunidades, não previsões de desempenho futuro. Ainda assim, ajudam a demonstrar que Lino tem conseguido transformar volume de participação em produção efetiva.

As atuações que consolidaram a ascensão
A evolução estatística ganhou sustentação em partidas nas quais o atacante teve participação decisiva. A vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, em 30 de agosto, foi um dos primeiros grandes sinais dessa mudança de patamar. Lino marcou dois gols e participou dos três gols rubro-negros. Também registrou três passes decisivos, 37 passes certos em 41 tentativas e quatro desarmes.
A atuação mostrou um jogador capaz de decidir e, ao mesmo tempo, participar de diferentes fases do jogo. Não foi apenas uma exibição de velocidade ou finalização: Lino apareceu na construção, encontrou espaços e ajudou a equipe a transformar sua superioridade em vantagem no placar.
Em 18 de outubro, na vitória por 3 a 0 sobre o Bahia, voltou a participar diretamente de um gol e recebeu nota 8,4 no FotMob. O desempenho reforçou a sequência positiva na reta decisiva do campeonato.
Contra o Atlético-MG, em 26 de outubro, o atacante deu uma assistência na vitória por 3 a 2 e recebeu nota 8,6 na mesma plataforma. Dois dias depois, diante do Vasco, alcançou um dos pontos altos de sua temporada: marcou duas vezes na goleada por 4 a 1, finalizou três vezes no alvo e distribuiu três passes decisivos, segundo o levantamento do Lance!. Sua nota no FotMob foi 9,3.
A sequência também precisa ser analisada sem exageros. Nas duas partidas contra o Estudiantes, pela Libertadores, Lino recebeu notas 6,4 e 7,4 no FotMob. Os desempenhos mostram que o atacante não esteve acima da média em todos os compromissos recentes. A ascensão é sustentada pelo conjunto da temporada e pela frequência de atuações decisivas, não por uma sequência perfeita.

O reconhecimento individual e a disputa pelo posto de melhor do Brasil
O crescimento de Samuel Lino também ultrapassou as avaliações internas do Flamengo. Em setembro, o atacante foi eleito pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o melhor jogador do Campeonato Brasileiro em agosto, período no qual marcou três gols em quatro partidas da competição.
O prêmio confirmou uma percepção que vinha ganhando força: Lino havia deixado de ser apenas uma peça importante do ataque rubro-negro para ocupar espaço entre os principais jogadores do campeonato.
Mas a discussão sobre o melhor jogador da temporada exige comparação. Dentro do próprio Flamengo, Pedro aparece como concorrente importante. O centroavante oferece uma referência de finalização e presença na área e, em levantamento do FotMob sobre participações em gols no Brasileirão, aparecia com 21, contra 16 de Lino naquele recorte.
Kevin Viveros também figurava entre os jogadores com maior participação ofensiva na competição, com 21 participações em gols no mesmo levantamento. O atacante representa outro parâmetro para avaliar a produtividade individual, embora sua função e o contexto coletivo sejam diferentes.
Arrascaeta, por sua vez, entra na discussão por um caminho distinto. A influência do uruguaio na organização ofensiva, na criação e na definição das jogadas não pode ser medida apenas pela quantidade de gols ou assistências. Sua importância está relacionada à capacidade de dar sentido ao jogo do Flamengo e conectar os diferentes setores da equipe.
O ranking de médias de desempenho do GolMates também coloca Lino entre os principais jogadores do Brasileirão. Em levantamento consultado, o atacante aparecia entre os três primeiros, com média 7,56 em 25 avaliações, atrás de Thiago Silva e Léo Pereira. É mais um indicador de seu alto nível, embora rankings de notas dependam dos critérios de cada plataforma e não representem, isoladamente, uma eleição de melhor jogador.
A comparação, portanto, não oferece um vencedor indiscutível. Pedro e Viveros apresentam números de participação em gols superiores em determinados recortes; Arrascaeta tem influência criativa e técnica de outra natureza; e Lino reúne produção ofensiva, criação, capacidade de desequilíbrio e contribuição defensiva em um pacote cada vez mais completo.
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Samuel Lino já é o melhor jogador da temporada?
A resposta mais consistente é que Samuel Lino está entre os principais candidatos, mas ainda não há elementos suficientes para apontá-lo isoladamente como o melhor jogador do futebol brasileiro em 2026. A afirmação de que ele já ocupa esse posto exigiria uma comparação mais ampla, com critérios iguais para todos os concorrentes e dados consolidados de todas as competições.
Isso não diminui o tamanho de sua temporada. O atacante transformou uma contratação pressionada em protagonista, ampliou sua participação na construção ofensiva, melhorou os índices de produtividade e passou a decidir jogos importantes. A mudança de função com Leonardo Jardim contribuiu para revelar novas possibilidades em seu futebol, sem eliminar as características que já faziam dele um jogador perigoso pelos lados.
O mais importante é que Lino deixou de ser avaliado apenas pelo potencial ou pelo valor investido em sua contratação. Hoje, a discussão é sustentada por desempenho, números e influência direta nos resultados. Em um Flamengo que disputa o título brasileiro, o atacante se tornou uma das peças mais decisivas da equipe.
A goleada sobre o Vasco reforçou essa condição e colocou ainda mais força na pergunta. Samuel Lino talvez ainda precise de mais uma sequência de atuações decisivas para encerrar o debate, mas já conquistou algo que parecia distante quando chegou ao clube: estar entre os nomes que definem a temporada do futebol brasileiro.
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