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Arrascaeta voltou... mas quem perde a vaga? O maior dilema de Leonardo Jardim para a reta decisiva da temporada

Por Redação Fla1024 de julho de 2026
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Arrascaeta voltou... mas quem perde a vaga? O maior dilema de Leonardo Jardim para a reta decisiva da temporadaImagem: Gilvan de Souza/CRF

Com o retorno do camisa 10, o técnico rubro-negro passa a ter um "problema bom": encontrar espaço para um meio-campo repleto de talentos. Quem deve ser titular? Quem pode perder espaço? O Fla10 News analisa todas as possibilidades e como cada formação muda a maneira de jogar do Flamengo

Poucos treinadores reclamam quando têm jogadores de qualidade à disposição. Leonardo Jardim certamente não é um deles.

A goleada por 4 a 0 sobre a Chapecoense, na Arena Condá, marcou não apenas o encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, mas também um momento importante para o Flamengo: o retorno de Giorgian De Arrascaeta aos gramados. O uruguaio voltou a atuar após período de recuperação e, embora tenha recebido uma minutagem controlada, deixou claro que está pronto para voltar a disputar uma vaga entre os titulares.

A boa notícia para a torcida, porém, cria um enorme desafio para Leonardo Jardim. Diferentemente do início da temporada, quando o treinador precisava montar equipes desfalcadas por lesões e convocações, agora o elenco começa a ficar completo justamente às vésperas da fase mais importante do calendário, quando Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores entram em seus momentos decisivos.

Pela primeira vez em muitos meses, o Flamengo tem qualidade suficiente para escalar diferentes equipes sem perder competitividade. Mas isso também significa que alguns jogadores inevitavelmente terão sua minutagem reduzida.

O antigo dono absoluto da posição está de volta

Desde que chegou ao Flamengo, Arrascaeta acostumou o torcedor a ser um titular praticamente incontestável. Sua capacidade de decidir partidas com um passe improvável, um chute de média distância ou uma assistência sempre fez do uruguaio um dos pilares do time.

Entretanto, sua ausência obrigou Leonardo Jardim a encontrar novas soluções. O treinador reorganizou o meio-campo, distribuiu funções entre outros atletas e acabou descobrindo diferentes caminhos para fazer o Flamengo produzir ofensivamente.

Agora surge a grande pergunta: é possível simplesmente recolocar Arrascaeta no time sem alterar o equilíbrio conquistado na intertemporada?

Jorginho virou peça-chave

Entre todos os jogadores que cresceram durante a ausência do camisa 10, talvez nenhum tenha aproveitado tanto a oportunidade quanto Jorginho.

Sua inteligência tática permitiu ao Flamengo controlar melhor o ritmo das partidas. Atuando como organizador recuado, aproximando-se dos zagueiros para iniciar as jogadas e acelerando a circulação da bola, o meio-campista tornou-se um dos responsáveis pela melhora coletiva da equipe.

Retirá-lo da equipe significaria abrir mão de um jogador que organiza a saída de bola e oferece equilíbrio posicional.

Pulgar continua sendo o equilíbrio defensivo

Se existe um jogador praticamente insubstituível no atual modelo de Leonardo Jardim, esse atleta é Erick Pulgar.

O chileno é quem protege a defesa, cobre os avanços dos laterais e recupera inúmeras bolas durante as transições defensivas. Sua leitura de jogo permite que os jogadores mais criativos tenham liberdade para atacar.

Por isso, dificilmente Arrascaeta ocuparia uma vaga diretamente ligada ao volante chileno.

Carrascal oferece características diferentes

A chegada de Jorge Carrascal ampliou ainda mais as possibilidades do treinador português.

O colombiano atua entre as linhas, quebra marcações através do drible curto e pode desempenhar funções tanto como meia central quanto aberto pelos lados. Seu perfil aproxima-se mais de um articulador móvel do que de um meia clássico.

Em determinadas partidas, especialmente contra adversários muito fechados, sua capacidade de romper bloqueios defensivos pode fazer dele um titular mesmo com Arrascaeta disponível.

E De La Cruz?

Talvez o caso mais delicado seja o de Nicolás De La Cruz.

Tecnicamente, poucos jogadores do elenco oferecem tanta intensidade, qualidade no passe e participação nas duas fases do jogo quanto o uruguaio. O problema continua sendo sua condição física.

Enquanto não conseguir manter uma sequência de partidas, Leonardo Jardim dificilmente montará seu time pensando exclusivamente nele. O planejamento deve continuar sendo cauteloso, utilizando o meio-campista em jogos específicos e controlando sua carga física.

Samuel Lino mudou completamente o lado esquerdo

Se antes Arrascaeta precisava frequentemente ocupar o corredor esquerdo para ajudar na criação, a chegada de Samuel Lino alterou completamente essa dinâmica.

Imagem secundária para Arrascaeta voltou... mas quem perde a vaga? O maior dilema de Leonardo Jardim para a reta decisiva da temporadaImagem: Reprodução
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O novo atacante fixa o lateral adversário, dá profundidade ao setor e cria espaços internos para que Arrascaeta atue mais próximo da área, justamente onde costuma decidir partidas.

Essa talvez seja uma das maiores vantagens do retorno do uruguaio: ele não precisará mais carregar sozinho a responsabilidade criativa pelo lado esquerdo.

Pedro agradece

Outro jogador que pode ser diretamente beneficiado é Pedro.

Com Arrascaeta novamente distribuindo passes entre as linhas e Samuel Lino atacando os corredores, o camisa 9 tende a receber mais bolas em condições de finalizar. A tendência é que o centroavante participe menos da construção e permaneça mais próximo da área, exatamente onde é um dos atacantes mais eficientes do continente.

Cinco formações que Leonardo Jardim pode utilizar

Opção 1 — A equipe considerada ideal

Rossi; Varella, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Luiz Araújo, Samuel Lino e Pedro.

É a formação mais equilibrada. Mantém qualidade na saída de bola, criatividade e intensidade defensiva.

Opção 2 — Meio-campo mais ofensivo

Pulgar; Jorginho; Arrascaeta; Carrascal.

Ideal para enfrentar equipes extremamente fechadas. O Flamengo ganha criatividade, mas perde um pouco de intensidade na recomposição.

Opção 3 — Pressão máxima

Pulgar; De La Cruz; Arrascaeta.

Quando fisicamente disponível, De La Cruz oferece enorme intensidade sem comprometer a construção ofensiva.

Opção 4 — Controle da posse

Pulgar; Jorginho; De La Cruz.

Escalação voltada para jogos grandes, nos quais o Flamengo pretende controlar o ritmo através da posse de bola.

Opção 5 — Rodízio inteligente

Considerando o calendário apertado, Leonardo Jardim poderá alternar Arrascaeta, Carrascal e De La Cruz conforme o perfil do adversário e a condição física de cada atleta, mantendo sempre um meio-campo competitivo.

O problema bom de todo grande treinador

Nos últimos anos, o Flamengo frequentemente perdeu rendimento quando um titular importante se lesionava. Hoje, o cenário parece diferente. O elenco ganhou profundidade, surgiram novas alternativas e Leonardo Jardim dispõe de jogadores capazes de desempenhar funções semelhantes com características distintas.

Isso faz com que a discussão deixe de ser "quem pode substituir?" e passe a ser "qual é a melhor combinação para cada jogo?". É exatamente esse tipo de dúvida que costuma acompanhar equipes candidatas a títulos.

Mais importante do que definir titulares será administrar o elenco

A metade final da temporada será marcada por uma sequência intensa de decisões. Em poucos meses, o Flamengo disputará confrontos decisivos pelo Campeonato Brasileiro, pelas fases eliminatórias da Libertadores e da Copa do Brasil. Nesse cenário, dificilmente Leonardo Jardim repetirá a mesma escalação em todos os jogos.

A tendência é que o treinador utilize a força do elenco como uma de suas principais armas, alternando peças sem perder competitividade. Mais do que escolher quem começa cada partida, o desafio será manter todos os jogadores envolvidos, física e mentalmente preparados para responder quando forem chamados.

O retorno de Arrascaeta, portanto, não representa apenas a recuperação de um dos maiores talentos do elenco. Ele simboliza uma nova fase do Flamengo em 2026: a de um time que, finalmente, pode olhar para o banco de reservas e encontrar soluções à altura dos titulares. Para Leonardo Jardim, o maior dilema da temporada pode ser justamente aquele que todo treinador gostaria de ter: opções de sobra para montar um time capaz de brigar por todos os títulos.

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