Análise Tática
A mudança começa pela base: formar jogadores, não apenas ativos financeiros
O futebol brasileiro sempre foi reconhecido por revelar talentos extraordinários. Porém, nos últimos anos, muitos clubes passaram a enxergar as categorias de base apenas como uma forma de equilibrar as finanças. O resultado é um modelo que prioriza a venda precoce de atletas, em vez da formação completa de jogadores.
As categorias de base precisam voltar a cumprir sua missão principal: formar jogadores preparados para cada posição dentro do campo.
Não basta revelar pontas rápidos ou atacantes habilidosos porque são mais valorizados no mercado. É preciso formar laterais, zagueiros, volantes, meias organizadores, camisas 9 e goleiros de alto nível, respeitando as características e as necessidades de cada função.
Hoje, muitos jovens são adaptados para posições que oferecem maior possibilidade de venda, e não para aquelas em que podem atingir seu máximo potencial. Essa lógica prejudica o desenvolvimento técnico dos atletas, prejudica os clubes e, principalmente, reduz a qualidade do futebol brasileiro.
A base não pode ser apenas uma fonte de receita
Os clubes não podem depender exclusivamente da venda de jogadores para cobrir dívidas acumuladas por má gestão. A base deve ser um projeto esportivo de longo prazo, capaz de fortalecer o elenco principal, criar identidade de jogo e, como consequência, gerar receitas sustentáveis.
Quando um clube forma atletas por posição, com metodologia, acompanhamento individual e planejamento, ele constrói equipes mais competitivas e reduz a necessidade de contratação de jogadores caros para suprir carências do elenco.
Formar primeiro, vender depois
O Brasil sempre foi referência mundial na formação de talentos. Para voltar ao topo, é preciso mudar a lógica: as categorias de base devem formar jogadores completos para o futebol, e não apenas produtos para o mercado.
Vender atletas pode ser uma consequência do bom trabalho, mas nunca o objetivo principal da formação.
As categorias de base precisam voltar a cumprir sua missão principal: formar jogadores preparados para cada posição dentro do campo.
Não basta revelar pontas rápidos ou atacantes habilidosos porque são mais valorizados no mercado. É preciso formar laterais, zagueiros, volantes, meias organizadores, camisas 9 e goleiros de alto nível, respeitando as características e as necessidades de cada função.
Hoje, muitos jovens são adaptados para posições que oferecem maior possibilidade de venda, e não para aquelas em que podem atingir seu máximo potencial. Essa lógica prejudica o desenvolvimento técnico dos atletas, prejudica os clubes e, principalmente, reduz a qualidade do futebol brasileiro.
A base não pode ser apenas uma fonte de receita
Os clubes não podem depender exclusivamente da venda de jogadores para cobrir dívidas acumuladas por má gestão. A base deve ser um projeto esportivo de longo prazo, capaz de fortalecer o elenco principal, criar identidade de jogo e, como consequência, gerar receitas sustentáveis.
Quando um clube forma atletas por posição, com metodologia, acompanhamento individual e planejamento, ele constrói equipes mais competitivas e reduz a necessidade de contratação de jogadores caros para suprir carências do elenco.
Formar primeiro, vender depois
O Brasil sempre foi referência mundial na formação de talentos. Para voltar ao topo, é preciso mudar a lógica: as categorias de base devem formar jogadores completos para o futebol, e não apenas produtos para o mercado.
Vender atletas pode ser uma consequência do bom trabalho, mas nunca o objetivo principal da formação.
Sobre Eze Gomes
Eze Gomes é ex-jogador. Atualmente é técnico de futebol licenciado, com passagem por diversos clubes e faz análises táticas quase todos os dias no seu canal no YouTube: Eze Gomes Papo Tático, e também nas lives do Canal Fla Dez.
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